Revolução Industrial

Seu início foi na Inglaterra em meados do século XVIII e já no século XIX atingiu os demais países da Europa. Esse processo revolucionário provocou profundas modificações na sociedade, economia e é claro na organização do espaço geográfico.

Temos 3 fases que marcam a Revolução Industrial. A Primeira marcada pelo fim do capitalismo mercantilista e o início do industrial, foi o marco principal desse processo, pois a partir dele que tudo ocorreu. O mundo transformou-se. As florestas foram destruídas para dar lugar as Fábricas e movimentar as máquinas, além de ser o início da destruição do planeta com a emissão exagerada do gás carbono, através da produção desenfreada que ocorre a partir de então. Sua principal invenção foi a máquina a vapor, movida a carvão mineral e também o tear mecânico que por sinal revoluciona a produção têxtil. Além do sistema fabril, ou seja, divisão das tarefas que possibilita uma produção em larga escala. O que antes desse período predominava a produção artesanal e manufatureira foram abandonada. Geograficamente esse processo levou ao enriquecimento dos países através da produção fabril, o livre comércio, o total investimento em tecnologia a ampliação do mercado mundial e é claro o desenvolvimento do transporte ferroviário. Portanto temos que citar que a DIT (Divisão Internacional do Trabalho) passa a ganhar forças, ou seja, de um lado os países exportadores de matérias-primas de outro os fornecedores de produtos industrializados. Assim com a nova organização do espaço geográfico o homem vai deixando de viver na zona rural vai em direção as fabricas, surgindo a Revolução Agrícola, ou seja, o êxodo rural e o início da Urbanização.

A Segunda Revolução Industrial foi marcada pelo surgimento do motor a explosão, a hidroeletricidade (energia através da água) e o petróleo. Assim surgindo às indústrias pesadas como a siderurgia e metalurgia. Nesse processo ainda vamos ter o motor a explosão que diretamente proporciona a fabricação de automóveis que também está ligado diretamente ao desenvolvimento das indústrias petrolíferas. As empresas pensando no capitalismo desenfreado, ou seja, produções em altíssima escala irão passar a fundir-se surgindo as S/A – Sociedades Anônimas. Fica então representada nessa fase a passagem do capitalismo industrial para o financeiro. Portanto, esse momento histórico ficou conhecido como FASE IMPERIALISTA DO CAPITALISMO que no seu desenrolar teremos os grandes conflitos mundiais do século XX.

A Terceira Revolução Industrial fica marcada pelo surgimento da grande potência mundial EUA e também para manter todo o seu poder tem-se o surgimento dos organismos internacionais FMI, Banco Mundial, OMC. Essas instituições são interdependentes, e tem por objetivo fortalecer o sistema de trocas de mercadorias e serviços. Nessa fase destaca-se a revolução técnico-científica que dizemos ser a fase atual do capitalismo financeiro. Temos o surgimento da Tecnologia avançada em todos os setores produtivos. As profissões tendo de ser aprimoradas, exigindo uma melhor qualificação da mão de obra. A produtividade é aumentada a todo o momento para gerar lucro a o surgimento de novos produtos para facilitar a vida das pessoas, porém ocorre excessivamente à exclusão social com o alto nível de desempregados.

Condições dos Trabalhadores

Em todo o contexto de Revolução industrial exigia-se grande concentração de trabalhadores nas fábricas. O seu aspecto importante foi a separação entre os trabalhadores e os meios de produção. Com isso esses operários passaram a ter uma vida assalariada submetida aos capitalistas, donos dos meios de fabricação.

A conseqüência da revolução foi o crescimento das cidades, visto que os camponeses passaram a vir em grande quantidade para as cidades. As fabricas não tinham janelas contribuindo para o aumento da propagação das doenças. Por isso a vida dos funcionários estava sempre em perigo. Durante o início da Revolução Industrial, os operários viviam em condições precárias. Muitos dos trabalhadores tinham um cortiço como moradia e ficavam submetidos a jornadas de trabalho que chegavam até 80 horas por semana. Suas residências imaginem eram um aglomerado de pessoas que viviam em pequenos cômodos, com apenas um banheiro, e um poço artesiano de água e outro de esgoto. Os patrões com o passar dos anos resolveram criar as vilas dos trabalhadores, que eram criadas para facilitar o transporte entre eles para o trabalho. As famílias tinham que pagar muito caro por um alojamento miserável, todos dormiam em esteiras úmidas, com isso sofriam com a tuberculose (a cada 3 crianças 1 morria ainda na primeira infância), nesse período a expectativa de vida não passava dos 30 anos de idade.

Gorki, M. em seu livro Mãe. Rio de Janeiro: Americana, 1975. P9) escreve “Todos os dias, o apito pungente da fabrica cortava o ar enfumaçado e pegajoso que envolve o bairro operário e, obedientes ao chamado, seres sombrios, de músculos ainda cansados, deixavam seus casebres, acanhados e escuros, feito baratas assustadas...Com o pôr do sol, a fábrica vomitava os seres de suas entranhas de pedra, e eles voltavam a espalhar-se pelas ruas com o rosto enegrecido pela fuligem, sujos, fedendo a óleo... famintos”.

O salário era miserável (em torno de 2.5 vezes o nível de subsistência) e tanto mulheres como crianças também trabalhavam, recebendo um salário ainda menor. Como sua produtividade aumentava os salários dos trabalhadores aumentava também, em mais de 300% entre 1800 até 1870. Devido ao progresso ocorrido nos primeiros 90 anos de industrialização, em 1860 a jornada de trabalho na Inglaterra já se reduzia para cerca de 50 horas semanais sendo 10 horas diárias durante cinco dias de trabalho por semana.

Aumento das horas de trabalho, baixos salários e desemprego caracterizavam frequentemente em greves e revoltas. Esses conflitos entre os dois lados (operários e patrões) geraram problemas de caráter social e político. Os trabalhadores organizaram-se, então, em sindicatos para melhor defenderem os seus interesses: melhores condições de assistência e segurança social, salários dignos, redução da jornada de trabalho, etc. Diante desse quadro surgiram os sindicatos.

A Revolução Industrial é um marco da modernidade e da vida atual. Porém é o processo que veio trazer o fim do planeta se nós seres humanos não começarmos a nos conscientizar e interromper esse Consumismo devorador que nos corrompe dia a dia.

Prof. Deivid F Silva.

Um comentário:

Anônimo disse...

muito bom geografia...

Estatísticas Mundiais - Worldometers

Clique na Imagem acima para ver em Tempo Real as Estatísticas Mundiais

Visitantes OnLine Mapa

Geografia e o Mundo

Seguidores